terça-feira, 30 de julho de 2013

Dicionário

Significado de Procrastinar

v.t e v.i.
1. Adiar para depois; fazer mais tarde;
2. Prorrogar para outro dia;
3. Usar de delongas; adiar de forma indefinida.
(Etm. do latim: procrastinare)
 
 
Procrastinar, que é como quem diz "vamos lá ver se as coisas me caem do céu". A ver se alguém me arranja um T0 barato para eu morar, se me escreve os artigos que tenho para escrever, se me faz a folha de cálculo e o protocolo que tenho de ajeitar e pelo caminho, se quiser, me arruma o quarto (da maneira que eu gosto, obviamente).
 
A ver se alguém decide para onde vou nas férias, marca a viagem e o alojamento e leva o sol para lá para eu andar bem disposta.
 
Vamos lá ver também se alguém lê o que eu tenho de ler para aprender o quero saber. Depois, claro, passa-me o conhecimento por osmose.
 
Interessante, esta palavra.
 
A falta de juízo é mesmo um problema sério!
 

segunda-feira, 25 de março de 2013

Constatação do dia

Nem que eu viva até aos 90 anos, não vou ter tempo de ler todos os livros que gostava de ler, especialmente se mantiver o ritmo (vergonhoso) dos últimos tempos. :/

imagem do amigo Google
 
Já ouvi alguém dizer uma coisa parecida uma vez (um escritor ou assim...), mas para mim também é verdade.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Poluição

Quando eu era pequena queria ser cientista. E eu queria ser cientista porque queria livrar o mundo da poluição, resumindo a coisa.

Cresci e tornei-me um projecto (muito pequenino) de cientista e até ando por ali no ramo da ecotoxicologia aquática e tal.

Mas de vez em quando dou-me conta que o pior neste mundo é outro tipo de poluição. É que vivemos num mundo mesmo poluído. Olhando para o meu país no momento actual, é só podridão por todos os lados. Mesmo não querendo ser negativa, não há como acreditar que é diferente.

Não acredito nos senhores que governam este Portugal; metem-me nojo os anormais que já lá estiveram (e que agora vão botar faladura para a estação televisiva do Estado - é que só pode ser para gozar connosco); dão-me náuseas os aspirantes a governantes que andam aí; irritam-me os pedinchões que só sabem queixar-se de tudo, irritam-me os sindicalistas cuja profissão é simplesmente reclamar (alguns que nunca exerceram a sua profissão - hão-de dizer-me como é que alguém assim pode saber o que é melhor e pior para a "sua" classe profissional), irritam-me os parasitas da sociedade que culpam o azar pela situação difícil que vivem; enojam-me as figuras que deviam servir de exemplo em tantas coisas e que na verdade se comportam como aqueles que criticam; entristece-me uma Igreja vaidosa, acusadora, pedinchas, encobridora, elitista - e com isto estou longe de dizer que a Igreja é toda assim; cansa-me a porcaria que nos entra todos os dias pelos olhos dentro, pelos ouvidos dentro, pelas nossas casas dentro.

Este mundo está tão sujinho, chiça. Porque não, não é só cá em Portugal, nem só na Europa, nem só nos países ocidentais. Não, é em todo o lado mesmo.

Mas vá, eu não vejo a vida assim tão cinzenta como pode parecer pelo que estou a dizer, mas hoje estou meia virada do avesso e portanto só me deu para falar da parte poluída da vida. :P

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Ora pois então, diz o calendário que hoje é o primeiro dia do ano da graça de 2013.

Estou para ver se vai ser realmente da graça ou não. Quer dizer, eu acredito que vai ser bom. Diz que é preciso acreditar, não é? Mandar energias positivas para o Universo para ele retribuir e não sei quê...

Pois então, Universo, é assim: isto é para ser bom, está bem? É que 2012 foi assim para o estranho. Nos últimos meses, os meus amigos fizeram-me muitos cabelos brancos. Amigos desempregados, amigos doentes, familiares de amigos doentes, familiares de amigos que faleceram. Sustos, desilusões, arrelias, despedidas... Não está certo. E vá, que podia ter sido bem pior! No fundo, a maioria das coisas foram resolvendo-se e para as outras ainda há esperança para quase todas.

Portanto, em 2013 é para continuar a parte do desenvolvimento positivo, sim? Se faz favor, pronto.

E que se lixe a crise, a troika, os impostos, as greves (senhores da CP, perderam quase todo o meu respeito este ano, só para que saibam). Como a minha amiga T., eu peço é saúde! Saúdinha, isso sim é importante, que o resto arranja-se. Mas ó Universo, se quiseres mandar emprego para os meus amiguitos que estão a precisar, um tostãozinho maior ao fim do mês, uma casita pequeniiiina, uma máquina fotográfica também pode ser, e, e... Ok, eu páro :) Saúde, para mim e para os que moram cá "dentro". :)


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

fotografia e eu, nos últimos tempos...

Hoje soube que uma pessoa que eu conheço está a tirar um curso profissional de fotografia. Aliás, está a tirar "o" curso profissional de fotografia. Sim, aquele em específico que eu queria tirar.
Senti uma pontada de inveja, confesso. Mas o curso é muito caro (ronda os 5400 euros) e eu recuso-me terminantemente a sequer pedir aos meus pais que o financiem. Eles já me deram um curso superior, não vou pedir outro. Também não sei se eles aceitavam pagar-mo eheheheh Mas essa questão nem se põe.

Visto isto, resta-me guardar isso para os projectos futuros, se algum dia tiver oportunidade. Nos entretantos, posso aprender muito sozinha. Mas ser autodidacta custa muito; é preciso muita força de vontade, algum talento, algum esforço também... Pelo menos a mim custa-me aprender coisas de raiz sozinha. Depois, gosto de evoluir sem esperar que me levem sempre ao colo. Mas começar é do catano. E aprender fotografia não é tão simples como parece. Requer muito treino, estudo, muitas horas a ver livros e sites de fotografia para nos inspirarmos, muitas horas a ler sobre técnicas, muitas horas a experimentar com a câmara.

Ora é aí que está o meu maior problema. Eu adoro fotografia (talvez derivado das vezes incontáveis a ver fotografias que o meu pai tirava ainda com a máquina analógica e das sessões a ver slides à moda antiga, quem sabe) mas desleixo-me e baldo-me ao estudo.

Num acesso de nostalgia, fui ver a minha (mini)galeria no Olhares, a qual já não actualizo há meses (shame on me). Vi então a primeira foto que coloquei e que já não me lembrava qual era. Chama-se "Para os sonhos, o céu é o limite", mote do dia em que um grande amigo me incentivou (e quase obrigou eheh) a criar a conta no site. Quando lá pus essa foto, acreditei que era verdade, que é mesmo possível sonhar com coisas difíceis de realizar. Como me esqueci entretanto é que já não sei muito bem. E tenho vergonha disso, de me ter esquecido, de nunca mais ter actualizado a galeria e de nem tirar quase fotos nenhumas nos últimos meses. Se o meu amigo chegar a ler isto, vai ralhar comigo. E vai fazer muito bem... :/

Não temos todos as mesmas oportunidades, mas é preciso fazer o melhor que pudermos com o que temos.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Outono

Sempre associei o Outono ao recomeço. É um paradoxo, talvez. Afinal, o Outono é a estação em que se vai o calor, as folhas, as festas do Verão, as férias e a Natureza como que se volta para dentro, se é que me faço entender. É a estação de armazenar, colher os frutos, preparar para as dificuldades inerentes ao Inverno. E é aqui que eu vejo o recomeço.

Desde sempre associei o Outono ao voltar à escola, como não podia deixar de ser, uma vez que estudei quase 20 anos (arreeeee!). Ora pois eu sempre gostei da escola (pelo menos no início do ano eheh). Gosto de aprender. Gosto realmente de aprender! E gosto muito que me ensinem. Só não gosto de ser avaliada. Mas isso é conversa para outro dia.

Ainda recordo bem alguns dos trabalhos que fiz na escola primária no início do ano, em que pintavamos bonecos a ir para a escola, árvores de fruto, colavamos pedaços de folhas... E depois a expectativa de aprender coisas novas, diferentes, de evoluir. E além disso, o cheiro dos livros novos e cadernos por estrear, o cheiro dos lápis acabados de afiar...

Mas o Outono não é só escola.

Outono foi e será sempre as folhas incríveis do diospireiro maior da Fonte Lisboa espalhadas pelo chão, o meu pai empoleirado no escadote a apanhar os diospiros e a minha mãe e irmã a arrumarem-nos cuidadosamente nos baldes. E eu vidrada nas folhas...

Outono foi e será sempre a figueira que havia ao fundo das escadas de cima, enorme, e nós todos a apanhar os figos e a comer na hora metade deles.

Outono foi e será sempre o sabor das castanhas assadas e a imagem das videiras alinhadas em sebe pelo quintal fora.

E as folhas, sempre as folhas espalhadas pelo chão da cidade, da aldeia, dos quintais. E eu vidrada a olhar para elas na Fonte Lisboa, no jardim atrás da minha casa, no caminho para a escola primária, a caminho da Universidade, toda a vida vidrada nas folhas com cores outonais.

Outono foi e será sempre as manhãs como a de hoje, em que a chuva da noite liberta os cheiros todos das plantas e da terra pela manhã, o céu está cheio de nuvens mas ainda deixa o sol espreitar de vez em quando, está uma temperatura que ainda permite andar de manga curta e um casaco leve. Juro que me senti em harmonia com a Natureza, nem que tenha sido só por instantes; e desse sentimento só podem vir coisas boas.

Sem dúvida que é a minha estação do ano preferida.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Só para partilhar alguma coisinha sobre...

...o assunto do momento: impostos.

Eu não vou ficar sem subsídio de férias nem de Natal. Não vou ficar porque nunca os tive. Nunca, nunquinha. Aliás, eu nem tenho direito a férias. Quando queria fazer férias, não ia trabalhar e portanto não recebia (era assim na Fábrica); agora, o chefe do laboratório é simpático e dispensou-me uma semaninha no fim de Agosto sem eu ter de me pôr de joelhos. Bem bom.

Além desta coisa dos subsídios, desconto a partir de Outubro (quando se me acaba a isenção) cerca de 31% do meu ordenado só para a Segurança Social. Não, não é 11% que passou a ser 18%, é mesmo 29,6% que passou a ser 30,7%. Um terço do ordenado, vá.

Uns trocos, lá para o Passos, concerteza. Para mim, um constatar do quanto vou ter de adiar "mais um bocadinho, só mais um bocadinho, só mais uns meses".

Mas nem me quero queixar disto. Afinal de contas, tenho emprego. A meio tempo quase todos os meses, é certo, mas tenho emprego e até gosto do que faço. Quantos podem dizer isto, hoje em dia? Há tantos como eu e tantos pior que eu!

Não deixa de ser triste para todos nós e nem vou começar a falar do quanto considero injusto tudo isto, porque senão estava aqui a escrever a noite inteira. Hoje estou mais numa de positivismo. Ou melhor, de agradecimento. Não é ao Passos, concerteza, nem ao Socas, esse badalhoco que nos deixou de tanga. Mas ainda me consigo sentir agradecida pelo que vou tendo, material e imaterial (sobretudo este último).