Quinta-feira, 15 de Março de 2012
Animal social
Quão deprimente pode isto ser?! Sobretudo se for dito com um encolher de ombros desligado.
Como é possível que alguém viva bem assim? E no entanto, cada vez mais me parece que há de facto quem viva bem assim. Pois bem, para mim isto é uma aberração, sem tirar nem pôr. Uma pessoa a quem o namorado ou marido chegue para preencher a vida, é uma aberração. Pronto, cada um sabe de si, mas que acho no mínimo pouco natural, acho. Afinal de contas, somos um animal social, do ponto de vista da biologia :P
Na verdade, a minha opinião é mesmo essa que comecei por expressar. Começo a imaginar a minha vida sem amigos nenhuns e quase me dá uma coisinha só de pensar nisso. Olhem que há-de ser uma vidinha muito sem sal... É o que me parece. Todos os dias pai-mãe-namorado/marido. Medo, muito medo!! Todos os dias a ver as mesmas caras, a aturar as mesmas manias, a mesma rotina. E para trocar ideias e opiniões, distrair das agruras da vida, celebrar as alegrias, como se faria? Ahh, claro, há o mais-que-tudo... E se alguma vez o dito cujo me falhar, viro-me para onde? Para os amigos que um dia tive, há muitos anos atrás? Aqueles com quem partilhei a adolescência mas dos quais me perdi entretanto porque deixaram se ser essenciais? Aqueles a quem não falo, ou que encontro casualmente e com quem troco um "Olá" porque assim exigem as regras de etiqueta? Quando estiver mal com o mundo e o rapaz estiver ocupado ou não estiver para aturar o meu mau-humor, falo com quem? Com as orquídeas do jardim? Bom, bom, é se for com o amigo imaginário; ao menos esse nunca abre a boca para me contrariar...
Sabem que mais? Não vale a pena estar aqui a dissertar sobre isto. Não consigo sequer imaginar-me a viver dessa forma. Simplesmente, não me cabe na cabeça.
Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012
Uma espécie de regresso
Agora reparo quão longa já vai esta fase de "desinspiração" que me leva a simplesmente actualizar o estado no Facebook com duas ou três linhas (e mesmo assim, raramente), sem conseguir fazer como antes e organizar um texto mais ou menos lógico.
De qualquer forma, acho que ainda não vai ser hoje. Inspiração é coisa com que não estou, isso é certo. Ou paciência. Ou vontade, simplesmente, de desenrolar o novelo e pôr tudo por escrito.
Há dias assim, em que coisas divertidas se transformam em preocupações; em que todas as frases que nos saem da boca parecem tortas; em que se pressente coisas más e desilusões; em que se espera pelos outros de coração arranjado, vestido e bonito (como a Raposa) e eles não aparecem. Há dias assim, bons para adensarem novelos daqueles que às vezes se têm no peito.
Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010
Dar-se
Aceitar isto nem sempre é fácil. Não é um processo tranquilo. Mas é essencial... Nunca é fácil querer algo e não o ter. Não quando se quer muito, não, não é nada fácil e nada tranquilo... Mas também nós próprios nem sempre conseguimos dar quanto gostariamos. É um longo caminho, aprender a dar mais e a receber só aquilo quanto o que os outros podem dar.
Lá está... Cada um dá, faz, ama na medida em que pode. De vez em quando preciso de me lembrar disto para não ficar magoada.
Domingo, 3 de Outubro de 2010
Quinta-feira, 12 de Agosto de 2010
E esta, hein?

Ela tem razão. É que há gente que gosta realmente de brincar com o fogo. E não é que se dão bem?!
Eu continuo a ficar perplexa com isto. Não percebo isto, não percebo nada. Nem os que fazem porcaria nem os que deixam fazer. É que uma coisa é não ter medo, outra bem diferente é não ter consciência. Há coisas que não se devem fazer, por uma questão de honestidade. Há assim umas alminhas que não têm medo nenhum de fazer porcaria (porcaria má mesmo, não são aquelas asneiras que dá gosto fazer ;P). E saem-se bem! Olha que há cada coisa… E não adianta virem dizer-me que essas pessoas acabam por ter a paga. Ai têm? Olhem, já acreditei mais nisso…
A aparente facilidade com que certas pessoas obtêm o que querem espanta-me. Qual será a receita para tamanho feito? Coragem? Hmmm, duvido… Não vejo coragem nenhuma em certos comportamentos, vejo sim uma tremenda falta de respeito. Mas pronto, parece não haver nada a fazer. E embora prefira (mesmo) ser como sou, às vezes dou por mim a pensar que quem não tem medo de fazer porcaria lá vai levando a água ao seu moinho e o resto dos patetas ficam a olhar. Perplexos, como eu.
Alegria, alívio e uma ponta de tristeza
É o que sinto em relação à conclusão do meu mestrado.
Correu bem, muito bem, a defesa da dissertação. Melhor do que estava à espera! Daí o sentimento de alegria, pela conclusão desta etapa final (deu muito trabalhinho!) e pelos elogios que ouvi (obrigada :D) e a felicidade genuína que as pessoas que gostam de mim demonstraram sentir. No final de tudo, já com a nota, senti um alívio bem grande… Consegui! Terminei! E até correu bem… Puf, já passou! :)
Depois, no meio da alegria, lá veio uma ponta de tristeza. Acabei, pois… e com a conclusão do mestrado, de repente uma pessoa vê-se assim sem saber muito bem o que fazer a seguir. Tenho pena sobretudo de deixar algumas pessoas que encontrei. O sentimento de pertença fica baralhado, confuso. Subitamente, já não pertenço ali, não da mesma forma… Tenho pena, pois claro.
Mas para já vou gozar as minhas férias, o Verão, o calorzinho (espero eu!). Depois, quando as férias já estiverem a prolongar-se demasiado, entro em depressão. Mas só nessa altura! J

