terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Uma espécie de regresso

Nem quero acreditar há quanto tempo não escrevo aqui.

Agora reparo quão longa já vai esta fase de "desinspiração" que me leva a simplesmente actualizar o estado no Facebook com duas ou três linhas (e mesmo assim, raramente), sem conseguir fazer como antes e organizar um texto mais ou menos lógico.

De qualquer forma, acho que ainda não vai ser hoje. Inspiração é coisa com que não estou, isso é certo. Ou paciência. Ou vontade, simplesmente, de desenrolar o novelo e pôr tudo por escrito.

Há dias assim, em que coisas divertidas se transformam em preocupações; em que todas as frases que nos saem da boca parecem tortas; em que se pressente coisas más e desilusões; em que se espera pelos outros de coração arranjado, vestido e bonito (como a Raposa) e eles não aparecem. Há dias assim, bons para adensarem novelos daqueles que às vezes se têm no peito.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Dar-se

Cada um dá na medida em que pode dar. E mais não lhe pode ser exigido. Nem que às vezes sintamos que mereciamos receber mais. Às vezes mereciamos mesmo. Mas cada um dá, faz, ama na medida em que pode.

Aceitar isto nem sempre é fácil. Não é um processo tranquilo. Mas é essencial... Nunca é fácil querer algo e não o ter. Não quando se quer muito, não, não é nada fácil e nada tranquilo... Mas também nós próprios nem sempre conseguimos dar quanto gostariamos. É um longo caminho, aprender a dar mais e a receber só aquilo quanto o que os outros podem dar.

Lá está... Cada um dá, faz, ama na medida em que pode. De vez em quando preciso de me lembrar disto para não ficar magoada.

domingo, 3 de outubro de 2010


Quando o futuro é incerto, é tão bom reparar que algumas coisas do passado, embora diferentes, mantêm a sua essência!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

E esta, hein?


Uma amiga disse-me uma vez: “ …Depois vem outra com menos medo que nós… e fica com ele.”


Ela tem razão. É que há gente que gosta realmente de brincar com o fogo. E não é que se dão bem?!

Eu continuo a ficar perplexa com isto. Não percebo isto, não percebo nada. Nem os que fazem porcaria nem os que deixam fazer. É que uma coisa é não ter medo, outra bem diferente é não ter consciência. Há coisas que não se devem fazer, por uma questão de honestidade. Há assim umas alminhas que não têm medo nenhum de fazer porcaria (porcaria má mesmo, não são aquelas asneiras que dá gosto fazer ;P). E saem-se bem! Olha que há cada coisa… E não adianta virem dizer-me que essas pessoas acabam por ter a paga. Ai têm? Olhem, já acreditei mais nisso…

A aparente facilidade com que certas pessoas obtêm o que querem espanta-me. Qual será a receita para tamanho feito? Coragem? Hmmm, duvido… Não vejo coragem nenhuma em certos comportamentos, vejo sim uma tremenda falta de respeito. Mas pronto, parece não haver nada a fazer. E embora prefira (mesmo) ser como sou, às vezes dou por mim a pensar que quem não tem medo de fazer porcaria lá vai levando a água ao seu moinho e o resto dos patetas ficam a olhar. Perplexos, como eu.


Alegria, alívio e uma ponta de tristeza

É o que sinto em relação à conclusão do meu mestrado.

Correu bem, muito bem, a defesa da dissertação. Melhor do que estava à espera! Daí o sentimento de alegria, pela conclusão desta etapa final (deu muito trabalhinho!) e pelos elogios que ouvi (obrigada :D) e a felicidade genuína que as pessoas que gostam de mim demonstraram sentir. No final de tudo, já com a nota, senti um alívio bem grande… Consegui! Terminei! E até correu bem… Puf, já passou! :)

Depois, no meio da alegria, lá veio uma ponta de tristeza. Acabei, pois… e com a conclusão do mestrado, de repente uma pessoa vê-se assim sem saber muito bem o que fazer a seguir. Tenho pena sobretudo de deixar algumas pessoas que encontrei. O sentimento de pertença fica baralhado, confuso. Subitamente, já não pertenço ali, não da mesma forma… Tenho pena, pois claro.

Mas para já vou gozar as minhas férias, o Verão, o calorzinho (espero eu!). Depois, quando as férias já estiverem a prolongar-se demasiado, entro em depressão. Mas só nessa altura! J

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O gato e os seus parentes

Gato que é gato adora mimos, que lhe cocem o pêlo e as orelhas e lhe dêem atenção. Mas só quando ele quer. Apenas nessas ocasiões. No resto do tempo, quer paz e sossego, uma bela sesta ao sol ou em cima da almofada mais fofa da cama do dono. Se formos lá chateá-lo rosna e morde, ou levanta-se e foge para debaixo da cama até desaparecermos da vista dele.

Vejo aqui certas semelhanças com outros mamíferos que gostam muito de companhia em certas alturas e nas outras mantêm distância. Ou pelo menos, tanto lhes faz se têm companhia ou não (ou assim parece).

Isto é uma coisa que me intriga um tanto ou quanto. Mas já aceito sem ficar magoada. Talvez também eu seja assim, às vezes. Já disse, esse deve ser mesmo o meu problema, essa semelhança com tais seres.

De qualquer forma, não há como fugir... Eu adoro gatos... e tudo quanto se parece com eles.

Encontro Nacional da JUFRA



Foi ESPECTACULAR! :D

Sem dúvida que compensou o tempo, esforço e preocupações. Foi maravilhoso ver todas as mãos que se estenderam para ajudar. Já não estavamos habituados...

:D

Beijinhos para todos os que estiveram presentes! (e para os que queriam vir e não puderam :))