domingo, 28 de março de 2010

Resta-me só um triste fado...



"Vida Tão Estranha"

São de veludo as palavras
Daquele que finge que ama
Ao desengano levo a vida
A sorte a mim já não me chama

Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão maltratado
Já nem chorar me traz consolo
Resta-me só um triste fado

A gente vive na mentira
Já não dá conta do que sente
Antes sozinha toda a vida
Que ter um coração que mente

Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão maltratado
Já nem chorar me traz consolo
Resta-me só um triste fado


Música de Rodrigo Leão
Voz de Ana Vieira

sábado, 13 de março de 2010




É tudo quanto tenho a dizer.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Pegadas na areia

"Uma noite eu tive um sonho...

Sonhei que andava a passear na praia com o Senhor e, no firmamento, passavam cenas da minha vida. Após cada cena que passava, percebi que ficavam dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro era do Senhor.

Quando a última cena da minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia, e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia. Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso aborreceu-me deveras e perguntei então ao Senhor:

-Senhor, Tu disseste-me que, uma vez que resolvi seguir-Te, Tu andarias sempre comigo, em todos os caminhos. Contudo, notei que durante as maiores tribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque é que nas horas em que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixaste sozinho.

O Senhor respondeu-me:

-Meu querido filho, jamais te deixaria nas horas da prova e do sofrimento. Quando viste na areia apenas um par de pegadas, eram as minhas. Foi exactamente aí que peguei em ti ao colo."





Levas-me agora, por favor?


...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Ai isso é que ganhei! Por causa...

... do arco-íris...


Eu ainda não sei bem usar a voz. Falo com os olhos; falo com música; falo com fotografias; falo no papel e no ecrã. Mas uso pouco a minha voz.

Penso que não terá sido por acaso que me foi colocado o desafio de a usar. E sabendo desta minha "inaptidão", ainda assim resolvi aceitar. Penso que isso também não deve ter sido por acaso. Estive à altura? Pois, se calhar não...


Há pessoas que têm um dom; eu, pelo contrário, preciso de pensar nas coisas antes de as dizer. E pensar bem, para condensar todos os pensamentos que viajam constantemente à velocidade da luz nesta cabeça. Depois então lá sai qualquer coisa. Às vezes bem, às vezes nem tanto.


Para quem não sofre deste mal, deve ser extremamente difícil de compreender o porquê do silêncio. E é justamente por isso que agradeço do fundo do coração a paciência e generosidade que algumas pessoas demonstram.


Sei que tive sorte, tanta sorte… Não apenas nestes 3 dias, mas em muitos mais!


O que é certo é que não valeu a pena só pelo arco-íris. Prometi e hei-de cumprir, todas as vezes que for necessário. Todas. A alternativa… não é alternativa.


Para quem ler e não perceber (provavelmente ninguém irá perceber a totalidade do que escrevi), não peçam muito… Sabem que tenho um problema de expressão… :P


É que há coisas que não são para entender quando se ouvem, são para ir entendendo com o tempo.



XXVI!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Foi Deus

Não sei, não sabe ninguém
Porque canto o fado, neste tom magoado
De dor e de pranto
E neste tormento, todo sofrimento
Eu sinto que a alma cá dentro se acalma
Nos versos que canto
Foi Deus que deu luz aos olhos
Perfumou as rosas, deu ouro ao sol e prata ao luar
Foi Deus que me pôs no peito
Um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar

Se canto, não sei o que canto
Misto de aventura, saudade, ternura, e talvez amor
Mas sei que cantando
Sinto o mesmo quando, se tem um desgosto
E o pranto no rosto nos deixa melhor
Foi Deus que deu voz ao vento
Luz ao firmamento
E deu o azul às ondas do mar
Foi Deus que me pôs no peito
Um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar

E pôs as estrelas no céu...

E pôs as estrelas no céu
E fez o espaço sem fim
Deu luto as andorinhas
Ai... e deu-me esta voz a mim

Fez poeta o rouxinol
Pôs no campo o alecrim
Deu as flores à primavera
Ai... e deu-me esta voz a mim


Amália Rodrigues - Foi Deus
(versão dos Amália Hoje)
Letra original de Alberto Janes



Obrigada F., por nos lembrares!... Um exemplo de como algo simples pode ser tocante...


Para os apreciadores, ouçam também a versão original, com as guitarras e a magnífica voz de Amália.

domingo, 29 de novembro de 2009

?!

Há pessoas estranhas.

E até eu, que gosto de pessoas estranhas, fico às vezes perplexa. Dou voltas e voltas à mioleira a pensar o que raio passará pela cabeça de certas pessoas para se comportarem de maneira tão... estranha.

Na verdade, todos nós somos um pouco estranhos aos olhos uns dos outros. É natural, uma vez que somos todos diferentes e temos tendência para estranhar o que é diferente. Mas é que realmente há coisas que não dão para perceber...



Puzzled...
...and not pleased.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Estivação

"(...) A estivação é, pois, uma resposta semelhante à hibernação, mas para condições diferentes (temperaturas altas e sobretudo falta de água no estado líquido ou simplesmente de humidade atmosférica)." (http://abweb.no.sapo.pt/produt/adapta/glossario.htm)



Pode-se dizer que o blog esteve em estivação... Adormeceu perto da chegada da Primavera e acordou com o Outono... Entretanto perderam-se algumas coisas; umas recuperam-se, outras não. E outras coisas ganham-se.

Aprende-se que há que seguir com o que há, abrir mão de alguns sonhos e aproveitar as coisas boas da realidade. Às vezes teimamos em ir numa direcção e de repente... alguém dá uma curva por nós.

Some things, don't go as you want them to,
Good things, they don't always come to you.

Skunk Anansie - Good things don't always come to you


É o fim do mundo? Garanto que não! :)


Até breve!

Joana