O dia chega ao fim e de regresso a casa vou a pensar nas coisas que aconteceram nos últimos tempos. Entretanto até já começo a imaginar outras coisas que virão e fico ainda mais animada. Notícias boas e momentos felizes lembram-nos outros momentos felizes, numa cascata de alegrias :)
Recordo por exemplo o pequenino duende de Natal, tão fofinha com a sua golinha branca, a fazer mais uma brilhante apresentação (a mais importante!) para todos nós. Saiu-se bem, pois claro :) O sorriso rasgado quando soube a nota que teve e os olhos muito brilhantes quando lhe cantámos os parabéns de surpresa, com bolinho e velas e tudo, e eu a pensar "ai o raio da pequena que vai chorar e depois eu não me aguento!".
Prendas de Natal são isto. São as alegrias daqueles de quem gostamos que se transformam nas nossas alegrias e nos fazem considerar que tivemos um dia bom porque os amigos tiveram um dia bom. Assim é fácil ter uma vida cheia. Acho que é aqui, neste entrelaçar, que reside o princípio da alegria. Porque aqueles que gostam de alguém, que têm amigos e família de quem gostam muito, partilham as vitórias dessas pessoas como se fossem suas. A minha vida até pode ser uma pasmaceira, mas se as vidas das pessoas de quem gosto forem sendo preenchidas com coisas boas, certamente sentirei que a minha vida também é boa (e sinto).
Não, a vida não é boa todos os dias. Não, não consigo sentir isso todos os dias e vou tendo horas cinzentas de vez em quando. Volta e meia ponho a carapaça (que eu sou bichóloga, portanto não tenho armadura, tenho carapaça), fecho a cara (e o coração) e ninguém me atura, nem eu própria me aturo. Mas caramba, estou cá e estou agradecida e dias cinzentos não fazem uma vida cinzenta!
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Não vale a pena.
Há coisas que não valem a pena.
Há pessoas que não valem a pena.
Há esforços, tempo, energia despendida que não valem a pena.
Há medos que não vale a pena respeitar, dúvidas que não vale a pena manter, novidades que não vale a pena saber, perguntas que não vale a pena fazer, respostas que não vale a pena dar.
Quantas vezes nos roemos por dentro com aquilo que estamos a pensar? Quantas vezes não conseguimos afastar aquele pensamento, aquela sensação? Quantas vezes nos deixamos consumir pelas coisas? De que valem, algumas? Valem a pena o desgaste? Algumas certamente que não.
Há coisas que não vão ser como queríamos, dias que não vão correr como esperávamos, gestos que vão dar para o torto.
É preciso saber desistir de algumas coisas boas e tentar desistir de todas as que são más. Fechar os olhos, deixar correr o tempo, ter paciência, ter generosidade para compreender que algumas coisas são como são e pronto. Respirar fundo e tentar, tentar, tentar...
Há batalhas que não vale a pena travar, chatices que não vale a pena ter, embirrações que não vale a pena manter.
Há sentimentos com os quais não vale a pena poluir o coração.
Há pessoas que não valem a pena.
Há esforços, tempo, energia despendida que não valem a pena.
Há medos que não vale a pena respeitar, dúvidas que não vale a pena manter, novidades que não vale a pena saber, perguntas que não vale a pena fazer, respostas que não vale a pena dar.
Quantas vezes nos roemos por dentro com aquilo que estamos a pensar? Quantas vezes não conseguimos afastar aquele pensamento, aquela sensação? Quantas vezes nos deixamos consumir pelas coisas? De que valem, algumas? Valem a pena o desgaste? Algumas certamente que não.
Há coisas que não vão ser como queríamos, dias que não vão correr como esperávamos, gestos que vão dar para o torto.
É preciso saber desistir de algumas coisas boas e tentar desistir de todas as que são más. Fechar os olhos, deixar correr o tempo, ter paciência, ter generosidade para compreender que algumas coisas são como são e pronto. Respirar fundo e tentar, tentar, tentar...
Há batalhas que não vale a pena travar, chatices que não vale a pena ter, embirrações que não vale a pena manter.
Há sentimentos com os quais não vale a pena poluir o coração.
sábado, 21 de setembro de 2013
Os olhos dele
Não têm uma cor fora do vulgar nem uma forma exótica. Não, os olhos dele são bonitos mas não têm nada de transcendente, analisando-os fisicamente. É a forma como os usa que me fascina. É mesmo o olhar. Num homem profundamente ligado à imagem em quase todas as suas vertentes, seria de esperar um olhar escrutinador ao aspecto físico das coisas e das pessoas. Mas não. Quando olha para mim, é como se tentasse ver-me por dentro. Como se tentasse tirar uma radiografia ao que eu sou.
Ele não consegue ver-me, apesar de tentar. Eu sei, e penso que ele deve saber que não está a conseguir ver tudo. No entanto, há demasiado no mundo dele para que isso o apoquente. Ainda bem. Até porque não é só para mim que ele olha desta forma. O que é mesmo incrível é precisamente isso: esse interesse genuíno pelo âmago do outro, essa vontade e capacidade de ver para além do óbvio, de tentar ver o que não é óbvio, esse observar utilizando novas perspectivas.
Os olhos dele sorriem inteiros quando ele sorri. Os olhos dele olham com curiosidade de menino e compreensão de homem. Os olhos dele olham para o mundo como se quisessem partilhar o que vêem com todos nós.
Ele não consegue ver-me, apesar de tentar. Eu sei, e penso que ele deve saber que não está a conseguir ver tudo. No entanto, há demasiado no mundo dele para que isso o apoquente. Ainda bem. Até porque não é só para mim que ele olha desta forma. O que é mesmo incrível é precisamente isso: esse interesse genuíno pelo âmago do outro, essa vontade e capacidade de ver para além do óbvio, de tentar ver o que não é óbvio, esse observar utilizando novas perspectivas.
Os olhos dele sorriem inteiros quando ele sorri. Os olhos dele olham com curiosidade de menino e compreensão de homem. Os olhos dele olham para o mundo como se quisessem partilhar o que vêem com todos nós.
domingo, 15 de setembro de 2013
Em raw
Fotografia em raw e escrita em bruto. Uma e a mesma coisa, afinal. Porque hoje não podia ser de outra maneira.
Que se faz quando as coisas não cabem no peito?
Que se faz quando fazemos promessas a nós mesmos que temos medo de não vir a cumprir por medo? O que se faz é isto: é fazer a primeira compra para uma casa onde ainda não se vive relativa ao que prometemos a nós mesmos. É comprar um íman para o frigorífico que nos vai lembrar todos os dias que temos de honrar a vontade esmagadora que sentimos no dia em que o comprámos. É ela que nos vai levar ao destino. É essa vontade em bruto, é a voz de outra pessoa a dizer "atira-te!", é olhar e ver as pessoas com olhos de pessoa.
Que se faz quando as coisas não cabem no peito?
Que se faz quando fazemos promessas a nós mesmos que temos medo de não vir a cumprir por medo? O que se faz é isto: é fazer a primeira compra para uma casa onde ainda não se vive relativa ao que prometemos a nós mesmos. É comprar um íman para o frigorífico que nos vai lembrar todos os dias que temos de honrar a vontade esmagadora que sentimos no dia em que o comprámos. É ela que nos vai levar ao destino. É essa vontade em bruto, é a voz de outra pessoa a dizer "atira-te!", é olhar e ver as pessoas com olhos de pessoa.
domingo, 8 de setembro de 2013
:/
É de manhã que sinto mais medo. É de manhã, ao acordar, que tudo me parece mais difícil de conseguir. Não sei porquê. Talvez o sono seja como a névoa num floresta, enchendo-me de dúvidas à medida que caminho. Se estiver preocupada com alguma coisa, é certo e sabido que acordo a pensar nas mil coisas relacionadas com esse assunto que podem dar para o torto. É geralmente de manhãzinha que acho que não vou ser capaz de alguma coisa. Depois desperto realmente, abro o estore, deixo entrar a luz do dia, e a coisa lá vai passando e boa parte das vezes os receios acalmam muito.
O medo é coisa mesmo poderosa.
Há gente que tem medo de tudo o que lhes é exterior. Eu tenho medo sobretudo de mim. De não ser capaz... De ser pequenina toda a vida. De um dia olhar para trás e achar que fiz tão pouco do que queria fazer.
O medo é coisa mesmo poderosa.
Há gente que tem medo de tudo o que lhes é exterior. Eu tenho medo sobretudo de mim. De não ser capaz... De ser pequenina toda a vida. De um dia olhar para trás e achar que fiz tão pouco do que queria fazer.
terça-feira, 30 de julho de 2013
Dicionário
Significado de Procrastinar
v.t e v.i.
1. Adiar para depois; fazer mais tarde;
2. Prorrogar para outro dia;
3. Usar de delongas; adiar de forma indefinida.
(Etm. do latim: procrastinare)
1. Adiar para depois; fazer mais tarde;
2. Prorrogar para outro dia;
3. Usar de delongas; adiar de forma indefinida.
(Etm. do latim: procrastinare)
Procrastinar, que é como quem diz "vamos lá ver se as coisas me caem do céu". A ver se alguém me arranja um T0 barato para eu morar, se me escreve os artigos que tenho para escrever, se me faz a folha de cálculo e o protocolo que tenho de ajeitar e pelo caminho, se quiser, me arruma o quarto (da maneira que eu gosto, obviamente).
A ver se alguém decide para onde vou nas férias, marca a viagem e o alojamento e leva o sol para lá para eu andar bem disposta.
Vamos lá ver também se alguém lê o que eu tenho de ler para aprender o quero saber. Depois, claro, passa-me o conhecimento por osmose.
Interessante, esta palavra.
A falta de juízo é mesmo um problema sério!
segunda-feira, 25 de março de 2013
Constatação do dia
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